
Dia Nacional da Adoção




Quando me deparei com esses números, eu fico questionada: há mais famílias habilitadas do que crianças para serem adotadas. No entanto, elas permanecem nos abrigos.
E aí iremos nos deparar com uma triste realidade do processo de adoção: muitas crianças não se encaixam no perfil de quem se habilita.
Quando se inicia um processo de adoção, além do fornecimento da documentação, é necessário preencher um perfil da criança a qual se espera adotar: nesse formulário, você especifica a idade, o sexo, a cor e se aceita com enfermidade ou não.
Quando demos entrada para nos habilitarmos à adoção, eu confesso que me surpreendi com esse formulário do perfil da criança. É claro que se ele existe, a Justiça tem suas razões. Porém, gostaria de propor uma pequena reflexão sobre alguns itens dele:
Nós tivemos o Francisquinho. Eu não escolhi o sexo dele. Por que escolheria de uma criança adotada? Preenchemos as duas opções: menino e menina;
O Francisquinho nasceu com enfermidade. Por que eu não me abriria a uma criança enferma? Nossa família se abriu a receber uma criança com enfermidade;
Essa breve partilha não tem o intuito de julgar o perfil de ninguém, mas de estimular a reflexão do que motiva a escolha no perfil.
Cada família sabe o que é possível.
Nem todos serão abertos para adotar uma criança enferma. Nem todos serão abertos a adotarem irmãos. É claro que temos que ponderar cada situação.
Mas não retire a possibilidade de que uma criança enferma pode fazer parte do núcleo familiar, ou que irmãos possam aumentar sua família.
Quando retiramos essa reflexão se seria possível adotar crianças maiores, com irmãos ou enfermas, tiramos destas crianças em abrigo a oportunidade de estarem em alguma família.
Obrigada pela companhia nesta breve partilha. Paz e bem.
Se os homens soubessem o valor da adoção, não haveria mais crianças em orfanatos. Principalmente, quanto às crianças especiais!!!!


Vale a pena ler essa reportagem do Correio Brasiliense (https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2021/11/4963858-programa-da-vij-incentiva-adocao-de-criancas-com-deficiencia.html)
Criado pela Vara da Infância e da Juventude, programa ‘Em Busca de um Lar’ faz busca por famílias para pequenos, de 2 a 4 anos, com problemas ou complexidades de saúde
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), por meio da Vara da Infância e da Juventude do DF (VIJ-DF), tem promovido ações que para incentivar a adoção de crianças com algum tipo de deficiência ou problemas de saúde, como o programa Em Busca de um Lar. O objetivo é sensibilizar os adotantes para a busca por esse perfil.
De acordo com a VIJ, das 587 famílias cadastradas para adoção na capital, nenhuma demonstrou desejo de adotar os meninos e meninas com problemas graves de saúde. A ação também visa auxiliar a adoção de crianças mais velhas, adolescentes e grupos de irmãos.
Na edição-piloto, em 2019, a iniciativa registrou a adoção de três dos seis adolescentes participantes. Nesta segunda fase do projeto serão apresentados meninos e meninas, entre 2 e 4 anos, com sérios problemas de saúde.
Estimativa da Seção de Colocação em Família Substituta (Sefam/VIJ-DF), cerca de 10% das famílias interessadas em adoção demonstram algum tipo de abertura para acolher crianças com doenças sem gravidade e sem complexidade.
A psicóloga da Sefam/VIJ-DF, Isabela Velasco, destaca que é uma tarefa difícil explicar aos interessados em adotar o que se trata, de fato, de um problema de saúde. “Nós nos deparamos com famílias que não estão verdadeiramente dispostas a acolher crianças com questões relevantes, mas sim com rinite, bronquite, alergias simples, etc.”, conta Isabela.

O dia 4 deixou de ser qualquer dia desde que você chegou
Um novo significado esse dia ganhou
Pois você, filho, trouxe muita bênçao a essa casa
E tem nos feito experimentar o que é a verdadeira alegria.
O Evangelho já nos ensina que há mais alegria dar do que receber
E você nos mostra isso ao nos sorrir tão gratuitamente sem nada querer
Obrigada por nos fazer menos egoístas e mais disponíveis
Com certeza, somos muito melhores depois de você!
Bendito seja cada filho que Deus nos dá a graça de ter
Cada um nos ensina um tesouro que nos faz crescer
Com o Francisquinho, aprendemos um dia de cada vez viver
Com o Gabrielzinho, aprendemos sorrir mesmo sem algum motivo ter.

Esse é um breve relato da @rebecca.athayde sobre sua vivência com o Mateus.
“Se não vier com saúde o amaremos ainda mais”, disse @samiamarsili quando disseram a ela que o mais importante era que seu sétimo filho viesse com saúde.
Isso me lembrou a frase de @thomasgiulliano: “se é pra Deus mandar um filho com alguma deficiência para uma família que não irá cuidá-lo, que mande pra cá. Aqui ele estará bem vestido e alimentado. Entre um bebê ser esquartejado no útero de sua mãe só por ser doente e Deus mandá-lo para cá, que mande.” Pensei logo em Mateus, meu filho, na sugestão de abortá-lo, nos palpites familiares de que “esse tipo de criança dá muito trabalho” e “você é jovem para ter outro”. Olho para ele agora, tão perfeitinho aqui em meus braços, apesar de extremamente frágil após longos dias de UTI e cirurgias difíceis, e só consigo pensar na beleza que existe em cada alma, e que sempre valerá a pena lutar com todas as nossas forças por cada uma delas. Não sei se meu filho passará pela próxima cirurgia que fará em breve ou quanto tempo viverá (descobri que não se tem como saber a expectativa de vida de um bebê com hipoplasia, pois tudo ainda é recente). Claro que sofro com isso e rezo insistentemente pela misericórdia de Deus sobre ele. Mas, o que posso dizer é: eis-me aqui! Seja lá o que vier pela frente: eis-me aqui! Se forem mais 2, 3 ou 4 meses de UTI: eis-me aqui! Se tiver sequelas ou ficar perfeito: eis-me aqui! O objetivo de uma missão nunca é o bem estar dos missionários, mas o cumprimento da missão dada, disse @thiagoandradevieira_ . É só olharmos para os heróis que tanto admiramos. Eles se sacrificam pela missão e estão sempre dispostos a darem as suas vidas por ela. É doloroso, é sofrido, mas “não é sobre eles”. Cada terreno pedregoso das batalhas que nos são confiadas, escondem um manancial de misericórdia. Daí porque, se nosso olhar fosse mais ajustado ao que realmente importa, agradeceríamos cada batalha! O cristão é aquele que é capaz de olhar para o sofrimento e enxergar, ao invés de uma tragédia, a nossa eterna possibilidade de redenção. O que seria de mim sem as minhas batalhas e o que seria de você sem as suas?
Uma partilha de vida para ler e refletir.
Paz e bem

Hoje celebramos o dia do nascituro. Está no fim do dia, mas quero celebrar com muita alegria esse dia! Bendita seja a vida do ser humano: desde a concepção até o seu fim último. Bendito seja Deus por nos dar tamanha graça de gerar vida em nós. Ah! Sou grata por gerar no corpo e também por gerar fora dele: no coração. Sinceramente, para mim, são gestações idênticas. Percebo as mesmas emoções dentro de mim! Um dia desses, eu ouvi um barulho e disse para meu esposo: Gabrielzinho acordou. É incrível como Deus torna o cérebro da mulher atento aos mínimos sons. Gabrielzinho tinha apenas sussurrado. E viva a vida!


Neste dia de São Francisco de Assis, completamos 2 meses de convivência diária com o Gabrielzinho.
Nada é coincidência: em um dia tão especial para minha família, também vimos quão especial tem sido esse tempo desde que o Gabriel José chegou em nossa casa.
O primeiro mês foi marcado pela adaptação dele conosco e da nossa ambientação com ele.
Esse segundo mês, tem sido o da contemplação: descobrir os detalhes. E que aprendizado a convivência com uma criança nos proporciona.
Um filho nos desinstala, nos tira do egoísmo, restaura dentro de nós uma pureza outrora perdida.
Fico encantada como ele sai do choro para o sorriso em questão de segundos. Quantas vezes, cansada, olho para aquele sorriso, e ali sou restaurada.
Hoje ouvi que o cérebro da mãe é preparado para estar atento ao filho: em uma sala, ela é capaz de escutar o sussurro mais silencioso que o filho exprime.
E é isso que marca esse segundo mês: eu já estou conhecendo ele! Já percebo a carinha de sono, de irritação, de alívio quando o intestino funciona.
Que experiência linda é a contemplação de um filho!
Obrigada, meu Deus, por este dois meses! Também gratidão ao meu esposo, pois sem ele, tudo seria mais difícil. Obrigada, pois juntos, estamos educando o Gabrielzinho. Essas percepções não seriam completas sem seu olhar.
E como é incrível ver o olhar do Gabriel para você: se em mim, ele vê o coração. Em você, encontra a segurança, a firmeza.
Por fim, meu agradecimento ao meu amigo do céu, São Francisco: também rendo meus agradecimentos a sua intercessão. Um dia, se Deus permitir, agradecerei por toda intercessão aos meus filhos. Você tem sido um ótimo padrinho na fé deles.
Paz e bem!
Uma resposta da @samiamarsili sobre a maternidade

Quando iniciamos o processo para nos habilitarmos à adoção, não imaginávamos que seria tão rápido. Já estávamos acostumados a ouvir que o processo era demorado. Porém, a nossa história foi diferente.
Da nossa chamada para fazer o curso para habilitação até a sentença do juiz foi em torno de 3 meses.
A sentença do juiz favorável ao nosso cadastro no Sistema Nacional de Adoção foi final de julho. Ao sermos inseridos, fomos surpreendidos com a ligação da Vara da Infância em nos dizer que havia uma criança.
E em menos de duas semanas, um lindo menininho foi inserido no seio de nossa família.
Hoje, faz um mês que Gabriel José chegou em nossa casa. Costumamos cantar para ele assim: “Gabrielzinho, Gabrielzinho dourado que nasceu e veio para nossa casa. Gabrielzinho, Deus te trouxe aqui, você veio para nossa casa para nos fazer mais feliz”.
E essa tem sido a música da nossa família.
De repente, eu me vi mãe novamente. De repente, o André viu sua paternidade florescer.
Não sei explicar o que acontece em nosso interior. Ao conhecê-lo, foi amor à primeira vista. Já o víamos como nosso filho. E ele é! Um filho tão amado, tão querido, que tem me feito desbravar a maternidade ainda não vivida por mim até então.
Já foram lágrimas por não entender o choro.
Já foram horas de contemplação em ver nele a perfeição de Deus.
Já houve choro de cansaço.
Já houve pedido de ajuda aos familiares e aos amigos, canais da bondade e da providência de Deus nesse tempo.
Tudo se fez novo!
E Deus sabe o tempo de cada coisa.
Obrigada ao bom Deus por nos dar mais um filho!
Paz e bem
Já me perguntaram de onde surgiu o desejo da adoção.
No primeiro momento, eu não soube responder. Era algo que eu sabia que havia dentro de mim, mas não conseguia descrever exatamente quando começou.
Até que eu me lembrei de uma experiência que fiz à Costa do Marfim, quando ainda era missionária na Comunidade Canção Nova.
Lá, em 2008, tive oportunidade de visitar uma vila muito simples, onde havia um hospital que cuidava de algumas crianças. Quando olhei para aquela realidade de enfermidade e de sofrimento, meu coração se compadeceu e eu exclamei: eu adotaria uma criança.

O tempo passou. Eu saí da Canção Nova. Conheci meu esposo. Começamos a namorar. E no noivado, partilhei com ele sobre essa vontade de ter um filho do coração, além dos biológicos.
Ele acolheu as minhas palavras: e o que era vontade de um, passou a ser nossa vontade.
Alguns já conhecem um pouco da nossa história: Deus nos deu a graça de gerarmos um filho com uma Síndrome rara, que veio a falecer logo ao nascer, e outros filhos, que foram para o céu ainda na gestação.
No final do ano de 2019, ingressamos com um pedido para nos habilitarmos à adoção. E agora em agosto de 2021, fomos agraciados com um menininho chamado Gabriel José.
Paz e bem

No final do ano de 2019, após um ano de falecimento do nosso filho Francisquinho, após a vivência do luto, do acompanhamento dos amigos e também da psicóloga, nos abrimos a uma realidade que já nos visitava desde a época de namoro: gostaríamos de ter filhos do coração.
No dia 4 de agosto deste ano de 2021, fomos presenteados com um lindo menininho chamado Gabriel José. E hoje, no dia do meu aniversário, quero render graças ao bom Deus por ter antecipado meu presente. Alegrem-se conosco! Deus é bom o tempo todo. Paz e bem

Da matéria feita no G1 (https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/mais-saude/noticia/2021/07/29/crianca-com-hidrocefalia-e-paralisia-cerebral-faz-bale-apos-6-cirurgias-na-cabeca-diagnostico-nao-e-destino.ghtml), temos uma linda história de vida. Se quiser se emocionar, leia até o fim.

Após passar por seis cirurgias na cabeça e vencer uma meningite, uma criança de 2 anos e 6 meses com hidrocefalia e paralisia cerebral emocionou a família ao realizar sua primeira aula de balé. Mesmo com médicos alegando que a menina não andaria ou se desenvolveria fisicamente, a pequena Anne Gabriele Henrique Cunha, de Cubatão (SP), tem vencido diariamente as limitações causadas pelas doenças.
Em entrevista ao G1 nesta quinta-feira (29), a mãe da criança, a psicóloga Daniele Henrique Cunha Baia, de 30 anos, explicou que teve um parto com diversas complicações, e ainda na gestação, descobriu que a filha tinha hidrocefalia.
Daniele conta que, por se tratar de uma gravidez de risco, realizou exames no início da gestação, por isso, o médico que a acompanhava informou que não era necessário realizar mais exames referentes ao bebê. Porém, ao se consultar com outra médica, com 27 semanas, ela descobriu que Anne possuía hidrocefalia. Após o nascimento, a menina também foi diagnosticada com paralisia cerebral.
Ao descobrir a hidrocefalia, o médico que afirmou não serem necessários mais exames disse que não faria o parto da criança, por ser muito complicado. Segundo a mãe, ele ainda chegou a sugerir que ela retirasse a filha, que nasceria com diversos problemas.
“Ele disse que seria uma vida muito complicada, tanto para ela quanto para a família, mas eu falei que não ia tirar a minha filha, nunca faria isso. Ele me respondeu: ‘gravidez é igual Mega-Sena, uns têm sorte, e outros não’”, conta.
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Família se emocionou ao ver evolução da filha que nasceu com hidrocefalia e paralisia cerebral — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Indignada com a situação, a família tentou encontrar um hospital na Baixada Santista, no litoral paulista, para fazer o parto. Porém, as unidades médicas afirmavam que não possuíam os equipamentos ou profissionais necessários para o parto e a cirurgia que a criança precisaria após o nascimento.
Desta forma, com uma liminar da Justiça, a família foi encaminhada a um hospital na capital paulista, onde o parto foi realizado. Após nascer, Anne precisou ficar internada três meses e meio na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e passou por cinco cirurgias na cabeça, sendo que uma ocorreu dois dias após o nascimento.
A mãe ainda conta que, para passar pelo primeiro procedimento, ela teria que nascer com pelo menos 3 kg. No parto, ela foi pesada com 2,9 kg, e o médico conseguiu realizar a cirurgia. Após a quinta cirurgia, a criança foi diagnosticada com meningite e, segundo Daniele, os médicos tinham poucas expectativas de vida, diante de todos os procedimentos cirúrgicos que a criança já havia realizado.
Porém, ela conseguiu se recuperar sem sequelas graves, e recebeu alta hospitalar após passar por mais um procedimento, quando a cabeça, que era maior que os demais membros dela, diminuiu. “Eu creio que é tudo permissão de Deus. Se ela não tivesse contraído a meningite, não teriam feito a última cirurgia, e a cabeça não teria diminuído assim”, esclarece.
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Menina já participou de cinco aulas e foi bem recebida por crianças de academia de balé — Foto: Reprodução/Redes Sociais
A psicóloga explica que sempre teve o sonho de ter uma menina, e quando descobriu que sua filha possuía hidrocefalia e paralisia cerebral, decidiu que se dedicaria para que os sonhos dela fossem realizados, independentemente das limitações das doenças.
Como tratamento para as doenças, a criança é acompanhada por fisioterapeutas e faz hidroterapia. Porém, em junho, a mãe decidiu procurar escolas de balé que oferecessem aulas para crianças especiais.
Em uma delas, a professora aceitou dar uma aula para a criança, e no fim, contou a Daniele que, além de professora de balé, era fisioterapeuta. “A professora é maravilhosa, admiro muito as profissionais da academia, porque elas realmente se dedicam, têm paciência e uma visão diferenciada”, conta.
Anne já participou de cinco aulas, sendo uma por semana, e em pouco tempo a família já pode perceber uma evolução no quadro da criança. “Ela está conseguindo andar sozinha com o andador, e está mais desinibida. Antes, ela caía no chão e ficava com medo. Com os alongamentos, ela tem se desenvolvido mais fisicamente”, relata.
A psicóloga observou, ainda, que várias coisas que a criança não conseguia fazer antes agora está conseguindo, apresentando mais confiança. Além disso, no início das aulas, ela era assistida em uma sala separada, por chorar na presença de outras crianças. Porém, no quinto encontro com a professora, outras duas crianças também participaram da atividade.
“Os médicos falaram uma coisa, mas Deus tinha outra história para a minha filha. Às vezes, o preconceito vem dos próprios pais, que não aceitam o que seus filhos têm, ficam envergonhados. Quero incentivar outras mães que possuem filhos especiais”, afirma.
As aulas de balé continuam e, aos poucos, Anne, que enfrentou cirurgias, meningite e as limitações de duas doenças, se desenvolve e supera as expectativas da família, trocando a cama, onde os médicos acreditaram que ela passaria a maior parte do tempo, pelo estúdio de dança.
A moradora de Cubatão conta que as outras crianças e as professoras não apresentaram qualquer preconceito contra a menina, e que não se importa com olhares maldosos de outras pessoas. Daniele explica que a filha continua realizando tratamentos para minimizar as limitações das doenças, e que as doenças não são genéticas, mas foram desenvolvidas pelo bebê.
Apesar de o balé ser um sonho da mãe, caso Anne queira abandonar a dança quando crescer, a decisão será respeitada. “Se quando ela crescer ela disser que não quer continuar, ela vai poder sair. Mas, eu vou estar sempre tentando realizar os sonhos da minha filha. Diagnóstico não é destino, não é porque o médico falou que a vida da minha filha vai ser só aquilo”, conclui.
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Professora e fisioterapeuta Camila Gouveia durante aula de balé com Anne em Cubatão, SP — Foto: Arquivo Pessoal
A professora de balé e fisioterapeuta Camila Gouveia, responsável pela academia onde Anne está realizando as aulas, acredita que a dança ofereça diversos benefícios ao desenvolvimento da criança.
De acordo com a professora, o local já havia recebido crianças autistas, mas na condição de Anne foi a primeira vez, e a experiência tem sido boa para todos os envolvidos.
“O fato de ela conviver com outras crianças ajuda a estimular a fazer os movimentos, se espelhando nas outras crianças. Desde a primeira até a última aula, ela demonstrou um desenvolvimento muito rápido”, explica.
Junto à professora Raissa Accorci, ela tem acompanhado de perto a evolução da menina. Conforme explica Camila, a formação em Fisioterapia a ajudou a enxergar as capacidades que a criança tem de participar das aulas. A professora conta que a dança tem sido uma importante aliada para o desenvolvimento de Anne.
“A dança, para mim, tem o poder de deixar as pessoas mais felizes, e de mudar vidas. Acredito que ela possa ser usada como ferramenta para que as pessoas consigam superar seus limites. A turma recebeu ela de uma forma muito bonita, as crianças apoiam e incluem ela”, diz.
Não sei vocês, mas eu fiquei extremamente comovida com esta história de vida. É bom ouvir coisas boas? Alimentam nossa alma.
Paz e bem

Cada tempo tem um aprendizado
A vida é rica em ensinar.
Não passa um dia em que a sabedoria não bata à porta para educar.

Costumam dizer que os avós são os pais adocicados. Eu confesso que tive apenas a oportunidade de conhecer minha avó paterna. E ela representou, realmente, a docilidade do céu.
Não há qualquer memória que eu tenha da minha vozinha, que não envolva cuidado e amor.
Sempre disposta a cuidar dos netos, a fazer doces maravilhosos (quando fecho os olhos, me recordo, em particular, do de banana), a fazer pipoca para eu levar de lanche. Vovó era assim: acordava cedo.
Tinha o dom para cozinhar. Não havia quem não gostasse da sua comida. Era capaz de transformar um omelete em um manjar.
Por onde ia, fazia questão de fazer uma hortinha. Plantava de tudo: amoreira, pé de cana, capim santo. Por onde passava, ali tinha uma pequena plantação feita por ela.
Tenho muita gratidão a ela! Ela veio a falecer no ano de 2007.
Deixou uma saudade, que só findará no céu.
Nunca me esqueço de um conselho que ela me deu, durante uma discussão com o meu pai: “Não liga para o que o seu pai diz, minha filha. Deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro. Hoje ele não está bem”. Na simplicidade dessa frase, ela me ensinou a perdoar e a não remoer o mal.
Obrigada, Senhor, pela vida da minha vó que eu conheci nesta terra.
Aos outros avós, também rezarei por eles. Não os conheci pessoalmente, mas a sua história também marcou a minha.
Bendito seja Deus pelos avós! Bendito seja Deus pela família.
Paz e bem.
Com o tempo, tenho percebido que nem todos são amigos. Porque amigos são tesouros e a gente não encontra um tesouro a todo momento.
Há pessoas muito queridas, mas que ficarão em nossa vida apenas por um tempo.
Há pessoas que Deus trouxe até nós para nos ajudarem em nossa caminhada.
Um amigo: ele nunca vai embora.
Você não precisa estar perto fisicamente: ele mora eternamente em seu coração e você, no coração dele.
O amigo lhe revela o que ninguém tem coragem de dizer.
O amigo lhe ajuda a levantar, quando você não consegue.
O amigo está ali e você sabe que pode contar com ele.
Ele nem precisa dizer nada, porque sua presença diz tudo.
Percebo, com o passar dos anos, que amigos são poucos. E isso não é ruim: é a sabedoria da vida que nos mostra que um tesouro, quando encontrado, precisa ser valorizado.
Feliz dia dos amigos: vocês me ajudam a estar mais próximos de Deus!


D. — E agora, diga-me Padre: ao ouvir certos pecados, será que o confessor não se
surpreende, não fica ofendido, não perde a estima… não nega a absolvição?
M. — Mas como é que ele deve ficar surpreendido? Qualquer que seja o confessor, êle já conhece o mundo. Os mesmos pecados que você cometeu, ele já os ouviu mil vezes; por mais que você lhe diga, não lhe dirá nada de novo. Além disso, ele está ali para ouvir misérias e não para ouvir milagres. Nem se ofende se você lhe disser coisas graves, porque, com os pecados, não foi ele que você ofendeu; pelo contrário, como um terno pai, ficará mais comovido, terá mais compaixão de você; alegrar-se-á, pensando que, perdoando muito, aumentará a alegria e a glória de Deus. Será que os pescadores se sentem ofendidos quando puxam na rede peixes enormes?
D. — Nunca, pelo contrário, ficam satisfeitíssimos .
M. — Pois bem, o mesmo acontece com o Confessor. Ouça o que lhe vou contar:
Um dia, um pecador que tinha culpas bem graves foi confessar-se com S. Luiz Bertrano. Apesar de intensamente arrependido, tinha ainda muito medo e muita vergonha, por isso a cada pecado deitava uma olhadela para o confessor para ver qual a impressão que causavam as suas culpas.
Tendo observado que o Santo não mostrava nem um sinal de espanto, criou coragem e confessou até os pecados mais feios e enormes, e então, muito admirado viu passar pelos lábios do Santo um sorriso muito doce. Como o Padre lhe perguntasse se ainda tinha mais coisa a dizer, respondeu tristonho:
— Padre; ainda tenho mais uma coisa a dizer, mas me falta a coragem…
— Como é que não ousas, se já disseste tantas e com tamanha bravura?
— Porque cometi essa falta neste momento.
— Tanto melhor; assim ela será morta agora mesmo, enquanto está fresca.
— Mas, Padre, eu a cometi contra o Senhor…
— Contra mim? Pois bem, quê importa? Se eu devo perdoar os pecados cometidos contra Deus, por que, não perdoarei um pecado contra mim?
— Padre, quando eu estava confessando aqueles pecados enormes o vi sorrir e disse comigo mesmo “Este certamente ainda os cometeu maiores do que eu…”
A estas palavras, São Luiz Bertrano respondeu sorrindo:
— Não, por graça de Deus, não cometi esses graves pecados, apesar de ter podido cometê-los se o Senhor não me tivesse ajudado. Sabes por quê eu sorria?
Porque à medida que dolorosa e sinceramente, confessavas as tuas culpas, eu via afastar-se de ti o demônio e entrar em ti a graça de Deus.
Eis aqui meu caro, quais são os sentimentos do confessor. Ele não repara nos pecados mas nas disposições e na coragem do penitente.
Quando eu ainda não era sacerdote, não podia convencer-me disso: mas tive depois cem mil provas desta realidade, na prática do ministério. É justamente por isso que, nos meus sermões, falo com freqüência na sinceridade da confissão, e sempre falarei com muito prazer. Oh! quantos corações eu já consegui consolar com este meio e quantas vezes eu mesmo me senti cheio de consolações.
D. — E o confessor não perderá a estima que tem pelo penitente?
M. — Aumenta-a pelo contrário, pensando no esforço feito para se confessar bem,
pensando na boa vontade que tem de se emendar, pensando que Jesus o encherá de favores e
de graças. O confessor é como o médico. Como um bom médico que tem predileção pelos
doentes mais graves, assim é o Confessor.
(…)
Francisco Renato, visconde de Chateaubriand, celebérrimo escritor francês, escreve nas suas “Memórias de Além-túmulo”: “Aproximava-se a época da minha primeira Comunhão. (Na França fazia-se naquele tempo a primeira Comunhão aos quatorze anos). A minha piedade parecia sincera; eu edificava todos os meus companheiros. Tinha eu um confessor de aspecto um tanto rígido; cada vez que me apresentava ao tribunal da Penitência, ele me interrogava com ansiedade surpreendido com a insignificância das minhas culpas, não
sabia explicar o meu embaraço diante da pouca importância dos segredos que eu lhe confiava. Quanto mais perto íamos chegando da Páscoa, mais insistentes se tornavam as suas perguntas. “Você não esconde nada?”, perguntava ele. E eu respondia: “Não, Padre…”
— Você não cometeu este ou aquele pecado?
— Não, Padre… e sempre’ “Não, Padre”.
Ele me dispensava duvidoso, suspirando, procurando ler no fundo da minha alma, e eu voltava do confessionário pálido e desfigurado como um culpado. Escondia pecados. Chegou a tarde de quarta-feira santa, véspera da Comunhão Pascoal. Chegando à igreja, prostrei-me diante do altar e ali fiquei como se estivesse aniquilado. Quando me levantei para ir à Sacristia, onde o Confessor me esperava, meus joelhos tremiam, atirei-me aos pés do Sacerdote, e, com a voz mais alterada do que nunca, fiz a confissão de sempre.
— Você não se esqueceu de nada? perguntou-me o Ministro de Deus.
Eu calei-me. Às suas perguntas recomeçaram e o fatal “Não, Padre” saiu de novo dos meus lábios. Ele recolheu-se, rezou, e, fazendo um esforço, preparou-se para dar-me a absolvição. Se naquele instante um raio tivesse caído em cima de mim o meu pavor teria sido menor e eu gritei:
— Eu não disse tudo!
Aquele juiz tão temido, aquele Ministro de Deus cujo rosto me inspirava tanto temor, tornou-se o pai mais carinhoso, abraçou-me chorando, e:
— Coragem, meu filho, tenha coragem! Um momento como aquele, nunca mais viverei. Eu chorava de alegria, depois da primeira palavra, o resto não me custou mais esforço algum. O sacerdote, erguendo a mão pronunciou as palavras da absolvição. Esta segunda vez, a sua mão fez descer sobre a minha cabeça o orvalho celeste e abaixei a fronte para recebê-la. Eu participava da felicidade dos anjos.
No dia seguinte, quando a Hóstia Santa pousou nos meus lábios, senti-me iluminado por uma luz vivíssima.
“Senti então em mim a coragem dos mártires, naquele instante, eu teria sido capaz de confessar a minha fé em Cristo sobre o acúleo ou no meio dos leões…”
Eis aí, meu filho, quem é o Confessor, na opinião dos maiores entre os grandes homens. Ele é sempre, repito, “o pai mais carinhoso”.
(Trecho do Livro Confessai-vos Bem do Pe LUIZ CHIAVARINO)
Lá pelo fim da terrível Revolução, que causou tantas vítimas e derramou tanto sangue
inocente, um velho miserável, tão pobre quanto tinha sido mau, estava moribundo, num
imundo sótão de Paris. Acode à sua cabeceira um jovem sacerdote: ele o recebe com
grande temor, e, depois de angustiosos suspiros, começa a contar:
— Ouví-me, Padre, e Deus queira que possais não me amaldiçoar. Eu era criado
de uma família nobre, que me enchera de benefícios. Quando chegaram os dias terríveis
da Revolução, o meu coração ingrato correspondeu-lhes com a mais monstruosa traição.
Combinando com os revolucionários, revelei-lhes o esconderijo dos meus patrões,
acompanhei-os ao patíbulo e apoderei-me dos seus haveres, que esbanjei em pagodes. Ah,
Padre, eu sou um monstro. Veja-os, veja-os; são os meus patrões, tão amáveis, tão
bondosos… e, enquanto falava abriu um estojo que continha os retratos dos antigos amos.
Horror! O sacerdote reconheceu naqueles retratos seu pai e sua mãe…
Então a cena foi espantosa. O ministro de Deus, rijo, pálido, trêmulo, olhava
chorando para o assassino de sua família. O moribundo como um espectro, erguia-se na
cama, e mostrando o peito nu e descarnado, gritava: “Vingai-vos, vingai-vos!..
Mas o zeloso sacerdote lembrou-se de que, naquele momento, tão trágico para
ele, não era mais um homem, mas o representante de Jesus Cristo. Caindo em cima do
assassino, pôs-lhe o Crucifixo sobre os lábios para sufocar os gritos de desespero e:
— “Meu amigo, meu filho, meu irmão, disse, enganas-te. Eu sou Jesus Cristo, e
Jesus Cristo perdoa”.
E, sempre abraçando o pecador, absolve-o e consola-o, e o mendigo morre
perdoado e abençoado nos braços daquele cuja vida envenenara.
D. — Padre, depois de ouvir esses fatos, será que alguém ainda teme manifestar os
seus pecados ao confessor? Oh! a Confissão é realmente o sacramento do perdão e das
consolações. Eu gostaria de ter mil línguas para gritar para o mundo inteiro:
experimentem e vejam o quanto Jesus é bom.
(Trecho do Livro Confessai-vos bem)
A beata Ângela Foligno tinha cometido, na juventude, certas faltas que não tinha
ousado confessar. Continuou assim por muito tempo, mas como o remorso da consciência
não a deixava tranquila nem de dia nem de noite, depois de ter rezado muito, resolveu
fazer finalmente com coragem, uma confissão sincera de todos os pecados e sacrilégios.
A acusação franca proporcionou-lhe a maior glória, porque além da paz e da alegria
do coração, teve a fôrça de se tornar santa. Há mais de seiscentos anos que honrada pela
Igreja e pelo mundo inteiro com o título do Beata.
A Venerável Maria Fornari, romana, conta que, quando criança, teve a
infelicidade de cometer algumas faltas contra a modéstia. Assim que lhes percebeu a
gravidade, absteve-se delas, mas, por vergonha, nunca ousou confessá-las e assim foi
ajuntando sacrilégios a sacrilégios. Vivendo sempre com o coração angustiado, resolveu
tornar-se freira. Entrou no convento de Lodi, na Úmbria: fez a vestição, fez a profissão
religiosa, porém sempre com o inferno no coração. Que miseráveis e angustiosos eram
seus dias! Finalmente durante a novena da Assunção sentiu no coração um desejo muito
grande de pedir a Maria Santíssima a graça tantas vêzes implorada inútilmente. Fêz o
pedido com tanto ardor, que, no mesmo instante, sentiu uma fôrça tão grande que pôde
manifestar as suas culpas, não só ao Confessor, mas a tôda Comunidade.
Reparou tudo com uma confissão geral, e começou a viver uma vida tão santa que
mereceu a honra de ser elevada ao altar.
Por aí você vê meu caro, que, mediante a Confissão, Jesus não só perdoa, mas nos
dá a possibilidade de nos tornarmos santos. É por isso que, muito acertadamente, os
teólogos dizem que a confissão é o principal meio de santificação .
D. — Oh, Padre, reze por mim, afim de que eu possa aproveitar da Confissão.
O que vocês tem achado desse livro: Confessai-vos bem? Eu estou aprendendo a valorizar ainda mais a Confissão.
D. — Porém, se alguém reconhece a tempo as suas faltas e se confessa bem, Deus
perdoa sempre não é verdade, Padre?
M. — Sim, Deus perdoa sempre a quem volta arrependido. Você se lembra da
parábola do “Filho pródigo?”
D. — Ouvi-a mais de cem vezes e acho-a sempre lindíssima e. muito consoladora.
Conte-me, Padre.

M. — O infeliz rapaz foge de casa, gasta todos os seus bens em excessos. Reduzido à
miséria extrema é obrigado a ser guardião de porcos, e reparte com os animais imundos os
restos de comida, para não morrer de fome. Por fim cansado de uma vida tão mesquinha,
cheio de remorso, resolve voltar para junto do pai. Vence a vergonha e decidido exclama:
“Surgam, et ibo ad patrem meus. — Erguer-me-ei irei para junto de meu pai”. De fato volta, e assim que chega atira-se aos pés do pai implorando: Pai, perdão, porque pequei.
O pobre pai, que desde o triste dia em que o filho partira, não tinha conhecido nem
paz nem sossego, não o repele: abre-lhe os braços, ergue-o, aperta-o contra o peito, beija-lhe
a fronte, cobre-o com o próprio manto para que ninguém o veja naquele estado. Ordena aos
servos: Corram, tragam as roupas mais belas para que eu vista de novo o meu filho; tragam
os anéis de ouro e os colares preciosos para que eu o enfeite. E vocês, diz a outros, matem a
vitela mais gorda e preparem um grande jantar. Convidem parentes e amigos, chamem
também os músicos; quero uma grande festa, porque meu filho que estava perdido voltou!
Poucas horas depois, já cada coisa está em ordem: cheia a sala, postas as mesas. O filho que,
pouco antes causava dó, aparece todo enfeitado, radiante de alegria, ao lado do pai. E,
sentado no lugar de honra, torna-se o “rei da festa”.
Você sabe quem é ele? É o pobre pecador, e seu pai é Jesus. Cada vez que o mais
infeliz pecador atira-se aos pés de Jesus e diz, arrependido: “Padre, perdoai-me porque
pequei” a mesma cena se repete. O confessor, que representa Jesus, ergue o infeliz; aperta-o
nos braços, dá-lhe o beijo do perdão, reveste-o da graça santificante, adorna-o com seus
conselhos, leva-o ao casamento de Jesus que é a Comunhão. Assim, o coitado que, poucos
minutos antes, era escravo do demônio e presa do inferno, torna-se o rei da festa porque,
como você sabe, Jesus mesmo disse: “Há mais regozijo no céu por um pecador que se
converte do que por noventa e nove justas que já vivem na graça de Deus!”
D. – Bendita seja a Confissão! Ela é realmente o sacramento do perdão e do consolo.
(Trecho retirado do Livro Confessai-vos Bem do Pe. LUIZ CHIAVARINO)
Em vez de olhar para o campo do vizinho, valorizemos o que é nosso.
Mais uma partilha do livro sobre a inveja do Pe Francisco Faus.
Desde que Francisquinho faleceu, eu aprendi a contemplar nas flores a criação de Deus.
Com elas, aprendo a perceber que cada uma tem suas necessidades. Isso me faz perceber as diferenças entre cada pessoa. Não somos iguais: Deus nos fez com particularidades. Cada um tem sua beleza, sua cor, seu perfume, assim como as flores.
Nem sempre acerto no cultivo: já fiz algumas flores morrerem. Assim também percebo que os meus pecados ofendem e até podem matar as pessoas ao meu redor e também a minha alma.
Ah, tenho aprendido com as flores a ter paciência: elas não florescem quando eu quero, mas no tempo certo. E na vida, também acontece assim: acontece na hora certa o que precisa acontecer.

Agora, tem sido um novo aprendizado: transplantei elas para vasos de barro: aqui em Brasília é muito seco e percebi que algumas delas gostavam de ficar com a temperatura mais frescas.
Isso são simples observações feitas a partir da contemplação daquilo que Deus criou.

Agradeço ao meu filho, que hoje está no céu, que me ajudou a perceber a beleza das flores e dos homens.
D. — Padre, o senhor há pouco falou no “demônio mudo”; o quê vem a ser esse
demônio mudo?
M. — É o demônio da impureza ou desonestidade. O próprio Jesus chama-o assim no
Santo Evangelho.
D. — Mas o que é essa impureza ou desonestidade?
M. — São todos os pecados proibidos pelo sexto e nono mandamentos, isto é, as más
ações, os maus olhares, os maus desejos e as infidelidades e malícias no matrimônio.
D. — Então a impureza é um pecado muito grave?
M. — É um pecado gravíssimo e abominável diante de Deus e dos homens. Abaixa
os que o cometem às condições dos brutos, é causa de muitos pecados e provoca os maiores e terríveis castigos nesta e na outra vida.
A Sagrada Escritura chama os pecados de impureza pelos nomes mais baixos: “crime
péssimo, coisa detestável, horrível infâmia sem nome”.
Isto quer dizer que nem os moles, que pecam sozinhos; nem os devassos; nem os
adúlteros, que são infiéis no matrimônio, possuirão o reino de Deus!
D. — Pobres de nós! Devemos então estar sempre alerta.
— Certamente! Os santos Padres são todos da mesma opinião quando dizem que a
impureza é o pecado que atrai maior número de almas para o inferno.
D. — Deveras?
M. — É isso mesmo! Santo Agostinho afirma que, assim como a soberba populou o
inferno de anjos, a desonestidade enche-o de homens; e Santo Afonso acrescenta que todos
os cristãos que são condenados, o são por causa da desonestidade, ou pelo menos, nunca sem
ela.
D. — E qual será o motivo disso?
M. — Os motivos são especialmente dois:
1.° As desonestidades são pecados fáceis de cometer. 2.° Uma vez cometidos tais
pecados, é difícil emendar-se.
D. — Por quê são pecados bastante fáceis de cometer?
— Porque não devemos crer que os pecados de desonestidade consistem unicamente
nas fornicações, nos adultérios e outros tantos pecados nefandos; esses são excessos. Para se
pecar mortalmente contra a pureza bastam os olhares lascivos, as leituras obscenas, as
canções impudicas, os gestos e as conversas maliciosas, os namoros licenciosos, e até os
pensamentos e complacências íntimos e os desejos impuros quando consentimos neles livremente.
D. — E por quê são os mais difíceis para corrigir?
M. — Porque, infelizmente, um pecado chama outro, até que, pouco a pouco formasse uma cadeia que depois não conseguimos mais romper. Neste caso também, ai daquele que
começa!
D. — Será possível! mas a confissão não serve de nada? Não consegue romper a
cadeia?
M. — A confissão é sempre um meio poderosíssimo, quando bem feita; é aqui no
entanto que está o engano; aqui está toda a força do demônio mudo; ele fecha a boca como já
vimos, e não permite que se confessem bem esses pecados.
D. — Oh! Mas se se confessarem bem todas as vezes não prosseguiriam no caminho
da desonestidade, não é mesmo, Padre? A confissão seria mais forte do que eles.
M. — Justamente. O demônio mudo gosta das trevas, a confissão traz a luz, e a luz
afugenta os pecados.
D. — Então, a misericórdia de Deus abandona o pecador desonesto?
M. — Não é Deus que abandona o desonesto, mas o desonesto que abandona a Deus,
não se importando mais com Ele, ou pior ainda, desprezando-O como vimos no capítulo
precedente. Portanto a desonestidade é chamada a mãe da impenitência final e os Santos
dizem: “Vida desonesta, morte impenitente”.
D. — E por que é a mãe da impenitência final?
M. — Porque na hora da morte, geralmente esse pecado não se confessa. Os
pecadores não estão dispostos a confessar e a apagar o pecado com o devido arrependimento.
D. — Mesmo em ponto de morte?
M. — Sim, até em ponto de morte! E resignam-se a perder a Paraíso e ir para o
inferno”.
(trecho do livro CONFESSAI-VOS BEM – Pe. LUIZ CHIAVARINO)




O @pegabrielvilaverde nos presenteou com esse relato:

Dona Eleonora Gonçalves Cari faleceu aos 96 anos de idade em Cascavel – Paraná, há poucos dias. Pressentindo sua partida, escreveu uma carta de despedida aos seus filhos e familiares. Confira o conteúdo da carta:
Meus queridos filhos, filhas, genros e noras, netos, netas, bisnetos e bisnetas.
Que Deus os abençoe, queridos! Sinto-me aproximar minha hora de partir para junto de Deus. E quero pedir a vocês todos que se sintam consolados e confortados com os desígnios de Deus, pois vocês sabem que Deus dá e que Deus recolhe.
Não quero que nenhum de vocês se desesperem, porque vocês todos, na medida do possível, fizeram para vossa mãe tudo que poderiam fazer e por isso vos agradeço e viajo feliz para a outra vida.
Peço perdão a cada um se algumas vezes os magoei ou vos irritei, corrigindo sem merecer ou se falhei em algum momento. Eu vos perdoo pelas vossas falhas.
Filhos, eu vos peço. Não abandonem a Igreja, não abandonem a vossa fé. Participem, rezem, peçam a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo com amor, coragem e dedicação. Lembrem todos que foram batizados e por isso são todos cristãos, e que foram consagrados ao Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, nossa Mãe Santíssima.
Filhos, procurem se amarem, se visitarem e se servirem uns aos outros nas necessidades. Não se abandonem, sejam amorosos e prestativos uns para com os outros, pela memória de vosso pai e de vossa mãe. Estarei rezando e velando por cada um de vocês, se assim Deus me permitir. Rezem por vosso pai e por vossa mãe, para que Deus perdoe os nossos pecados e nos dê o descanso eterno. Assim seja.
Tchau, beijos e abraços a todos. Até breve.
Não se desesperem, logo estaremos juntos, meus filhos.
Fui feliz por ter nascido na Igreja Católica, fundada por Jesus Cristo. Sou feliz por ser católica. E serei feliz por morrer nesta Igreja de Jesus Cristo. Não abandonem a vossa fé. Há uma só fé e um só batismo.
Cascavel, 02 de julho de 2021.
Eleonora Gonçalves Cari.
Que a fé de dona Eleonora nos inspire, para que sejamos católicos conscientes até o fim! Agradeço ao Padre Jorge Ricardo por compartilhar, e à família de Dona Eleonora por permitir a divulgação da carta.

Dentre os inúmeros fatos maravilhosos que se contam na história de D. Bosco destaca-se este: No Salesiano de Turim faziam-se os santos exercícios espirituais, e, todos os presentes, alunos e internos com a máxima seriedade, muito piedosos, rezavam com fervor e colhiam os frutos de suas preces para o bem de suas almas.
Enquanto esses cumpriam o seu piedoso dever, um jovem, refratário a toda e qualquer suplica e aos mais afetuosos cuidados de D. Bosco e dos demais superiores, teimou em não se querer confessar nem mesmo
naquela circunstância. Os bons Padres tinham feito todo o possível para convencê-lo, mas inutilmente. Ele repetia sempre: “Em qualquer outra ocasião, sim, mas agora não! Vou pensar nisso depois… Agora não sei tomar uma resolução”!
Com essa desculpa, chegou ao ultimo dia das cerimônias; D. Bosco, então recorreu a um estratagema. Escreveu numa folha de papel estas palavras: “… e se você morresse durante a noite?!…” e escondeu-a entre o lençol e o travesseiro do rapaz. Cai à noite: todos se vão deitar, e o nosso jovem, despreocupado, também se despe, mas eis que quando vai entrar na cama encontra a tal folha. Um oh! de espanto que ele não pode conter lhe sai dos lábios; pega no papel olha-o, vira-o e revira-o e, por fim, descobrindo que há nele qualquer coisa escrita, arregala os olhos e lê: “… e se você morresse durante a noite”… D. Bosco.
D. Bosco! Exclama ele; mas D. Bosco é um santo… Ele conhece o futuro… Talvez aconteça isso mesmo! E se eu morresse durante a noite? ‘ Mas eu não quero morrer, não: quero viver, quero viver e… Enquanto isso, para que os companheiros não reparem, ele se deita, cobre-se e cheio de coragem, tenta pegar no sono. Qual nada! Adormecer naquele estado? Com aquelas palavras que o atormentavam como se fossem espinhos agudos? É impossível! Ele vira e revira na cama, fecha os olhos com força, mas… tudo inútil; ouve sem cessar, cada vez mais vivo, cada vez mais forte, o som daquelas palavras; ele imagina, como se visse o inferno aberto e Jesus que o condena, e diz: “Pobre de mim! E se eu morresse mesmo?…” Um arrepio gelado corre-lhe pela espinha, ele sua frio…
— Ah, não — exclama, — eu não quero ir para o inferno, eu quero me confessar… Invoca a proteção de Maria Auxiliadora, do seu Anjo da Guarda e depois, decidido, veste-se, sai devagarzinho, desce a escada, atravessa corredores, sobe para o quarto de D. Bosco e bate na porta.
D. Bosco, que, como bom padre o esperava, abre a porta e:
— Quem é você?… A estas horas?… O que é que você quer?
— Oh! D. Bosco, eu quero confessar-me!
— À vontade! se você soubesse com que ansiedade eu o esperei!
Introduzido na antecâmara, o rapaz cai de joelhos e, depois de feita a confissão, com o perdão de Jesus volta feliz e tranqüilo para a cama. E já não tem medo! O pensamento da morte já não o assusta e ele diz: “Como estou contente! Mesmo que eu tenha que morrer que importa se eu recuperei a graça, se eu tornei a ser amigo de Jesus”!
Adormece serenamente e sonha… vê o céu aberto, os Anjos jubilosos que voam levíssimos, entoando os cânticos mais lindos, os mais belos hinos!
Que rapaz de sorte!
E você? Quando foi a última vez que se confessou?
Paz e bem
Esta história foi retirada do Livro Confessai-vos bem do Pe. LUIZ CHIAVARINO.
“Ele era relojoeiro; ela rendeira: de origem burguesa, santos por eleição. São eles: Luís Martin (1823-1894) e Zélia Guérin (1831-1877) os pais de Teresa do Menino Jesus. É o segundo casal de esposos depois de Luís e Maria Beltrame Quattrocchi, beatificados em 2001 por João Paulo II que é elevado às honras dos altares.
Ambos eram filhos de militares e foram educados num ambiente disciplinado, severo, muito rigoroso e marcado por um certo jansenismo ainda rastejante na França da época. Os dois receberam uma educação de cunho religioso: nos Irmãos das escolas cristãs, Luís; nas Irmãs da adoração perpétua, Zélia. Ao terminar os estudos, no momento de escolher o próprio futuro, Luís orientou-se para a aprendizagem do ofício de relojoeiro, não obstante o exemplo do pai, conhecido oficial do exército napoleónico. Zélia, inicialmente, ajudava a mãe na administração da loja de família. Depois, especializou-se no “ponto de Alençon” na escola que ensina a tecer rendas. Em poucos anos os seus esforços foram premiados: abriu uma modesta fábrica para a produção de rendas e obteve um discreto sucesso.
Ambos nutrem desde a adolescência o desejo de entrar numa comunidade religiosa. Ele experimentou pedir para ser admitido entre os cónegos regulares de Santo Agostinho do hospício do Grande São Bernardo nos Alpes suíços, mas não foi aceite porque não conhecia o latim. Também ela tenta entrar nas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, mas compreende que não é a sua estrada.
O encontro entre os dois acontece em 1858 na ponte de São Leonardo em Alençon. Ao ver Luís, Zélia percebeu distintamente que ele seria o homem da sua vida.

Após poucos meses de noivado, casam. Conduzem uma vida conjugal no seguimento do Evangelho, ritmada pela missa quotidiana, pela oração pessoal e comunitária, pela confissão frequente, pela participação na vida paroquial. Da sua união nascem nove filhos, quatro dos quais morrem prematuramente. Entre as cinco filhas que sobreviveram, está Teresa, a futura santa, que nasceu em 1873. As recordações da carmelita sobre os seus pais são uma fonte preciosa para compreender a sua santidade. A família Martin educou as suas filhas a tornar-se não só boas cristãs mas também honestas cidadãs. Aos 45 anos Zélia recebe a terrível notícia de que tinha um tumor no seio. Viveu a doença com firme esperança cristã até à morte ocorrida em Agosto de 1877.
Com 54 anos, Luís teve que se ocupar sozinho da família. A primogénita tem 17 anos e a última, Teresa, tem 4 e meio. Então, transferiu-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia. Deste modo, as filhas receberam os cuidados da tia Celina. Entre os anos de 1882 e 1887 Luís acompanhou as três filhas ao carmelo. O sacrifício maior para ele foi afastar-se de Teresa que entra para as carmelitas com apenas 15 anos. Luís foi atingido por uma enfermidade que o tornou inválido e que o levou à perda das faculdades mentais. Foi internado no sanatório de Caen. Morreu em Julho de 1894.
São Luís Martin e Santa Zélia Guérin, pais de Santa Teresa de Lisieux, foram o primeiro casal a ser canonizado em uma mesma cerimônia na história da Igreja.
“Os santos esposos (…) viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus”, disse o Papa Francisco em 18 de outubro de 2015, durante a Missa canonização.




Chegou a última partilha do livro sobre a Inveja do Pe Francisco Faus: As bem-aventuranças.



Desde 2013, realizamos um trabalho junto ao lar de idoso Crevin, buscando contribuir com eles, por meio de doações em mistura (carne, frango, calabresa, entre outros).
Queremos agradecer a todos os benfeitores que ajudam neste projeto.
Com a pandemia, as visitas foram suspensas. Mas a ajuda permaneceu. E em 2021, já foram doados 590 kg, de janeiro a julho.
Muitíssimo obrigada. Deus possa dar a cada um em dobro.








Vale a pena fazer essa novena: Já estamos no 2º dia. Deixarei hoje também o 1º dia, para você fazer junto.
Obrigada @coisaspequenascomamor por dividi-la conosco.
São Luíz e Santa Zélia são os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus e, segundo a própria Teresinha, eles sempre foram mais dignos do céu do que da terra.
Fazer essa novena é ter a certeza que a toda a família estará intercedendo por nossas necessidades do céu. Inclusive, conta-se que de que todos eles tinham muita devoção com as novenas.
A família Martin muitas vezes rezava novenas por intenções particulares.
Por exemplo:
•Zélia fez uma novena pela conversão de um vizinho que estava morrendo;
•As irmãs Clarissas fizeram uma novena pela cura de Zélia;
• Quando Luís estava no hospital psiquiátrico, Celina disse que sua família iria rezar uma novena para que ele pudesse estar bem o suficiente para voltar a Lisieux;
• Santa Teresinha fez uma novena de preparação para o retiro da comunidade em 1891, durante o qual recebeu graças enquanto se confessava ao Padre Alexis Prou; e fez a novena em honra a São Francisco Xavier em março de seu último ano de vida, 1897, que ofereceu na intenção de fazer o bem na terra enquanto estivesse no céu.
Então, enquanto rezamos esta novena podemos sentir que fazemos o que os Martin costumavam fazer.
Vale lembrar também que os milagres aceitos para a beatificação de Zélia e Luís (a cura de Pietro Schiliro) e para a canonização do casal (a cura de Carmen Pérez Pons) ocorreram depois de Carmelitas, familiares e amigos das crianças, então muito doentes, oferecerem uma novena para os pais de Santa Teresinha. ❤️
São Luís e Santa Zélia, rogai por nós!



Desde 2013, iniciamos um trabalho de arrecadação de valores financeiros, para ajudar um Lar de Idosos na cidade de Planaltina no Distrito Federal.
O trabalho que se iniciou de forma simples, hoje já consta com benfeitores que se comprometem, mensalmente, a ajudar esta instituição de idosos.
E qual tem sido a minha experiência particular? De fato, quando a gente reserva parte do que é nosso e damos aos outros, sem buscar um retorno por causa disso, brota uma alegria em nosso coração, por ter feito algo bom.
A vida precisa ter um sentido.
E se podemos ajudar o outro, por que não fazer o bem?
Muitos têm boas intenções, mas nunca as colocam em prática. E o tempo vai passando.
Outros, ajudam em épocas como Natal ou em campanhas de agasalho, na época de frio. Claro que são atitudes muito válidas.
Porém, precisamos perceber que há muitas instituições que, mensalmente, precisam ser ajudadas: uma creche, um asilo, um local para portadores de síndromes especiais, todos esses locais tem despesas mensais. Muitos deles só contam com a ajuda dos benfeitores.
Fica essa pequena reflexão: se você já ajuda, continue. Se você ainda não faz qualquer tipo de ajuda, por que não começar?
E essa ajuda não se refere a apenas ao aspecto financeiro. Visitas são sempre bem vindas! O envolvimento é muito importante.
Deus os abençoe e os guarde.
Paz e bem


Uma amizade pressupõe confiança e leadade.
Em um mundo passageiro, a amizade nos faz tocar na eternidade.
Um amigo é :
Um tesouro, pois é raro de se encontrar;
Um remédio: suas palavras, ora doces, ora amargas, curam o nosso coração;
Uma seta que aponta o céu, pois quem une os amigos é Deus;
Um refúgio, onde eu posso ser eu mesmo (a). E posso recorrer sempre que precisar, pois quem tem um amigo, não passa necessidade.
Não deve ser um título dado a qualquer pessoa.
Um amigo está presente em todos os momentos: sejam bons ou não.
E se preciso for, o amigo é capaz de dar sua própria vida pelo outro amigo, porque o amor que traz em si é generoso para tal ato.
Bendito seja Deus pelos amigos!
Paz e bem!
Neste post, Padre Paulo Ricardo, em seu blog https://padrepauloricardo.org/blog/sete-conselhos-para-enfrentar-a-morte-e-o-luto-de-forma-crista, apresenta bons conselhos para viver o luto.
“A morte assusta a todos nós. Diante dela, tomamos consciência de nossa fragilidade e, sem fé, podemos facilmente ser acometidos por incertezas, dúvidas e mal estar.
Muitas vezes, para fugir desse tema, dizemos que ainda nos falta muito tempo para esse dia, que não nos devemos preocupar com isso e, quando alguém nos lembra de nosso destino comum e inevitável, sempre tentamos dar um jeito de mudar de assunto.
Na verdade, o que precisamos fazer é entender o verdadeiro sentido da morte. Para isso, seguem alguns conselhos, que nos darão uma visão cristã desse acontecimento e uma ajuda para viver o luto em paz e com sabedoria.
Ao se aproximar o momento de nossa partida deste mundo, devemos nos preparar, procurando livrar a nossa alma do pecado e de outros fardos que impedem a nossa união com Deus. Por isso, é muito importante receber a Unção dos Enfermos e, se possível, os sacramentos da Confissão e da Comunhão. Assim, quando a morte chegar, mais do que uma despedida, será ela um encontro com Cristo, que, como Bom Pastor, acompanha as Suas ovelhas na passagem para a vida eterna.
Se um ente querido ou um vizinho se encontra em perigo de morte – ou por velhice ou por alguma doença –, será de grande ajuda procurar ou avisar um sacerdote próximo para que visite o enfermo e este possa partir na graça de Deus. Não se pode deixar de chamar o padre por receio de que a sua visita passe uma “impressão errada” ou “apresse”, por assim dizer, a morte da pessoa. A assistência espiritual do sacerdote é de grande conforto para todas as almas, seja qual for o seu destino. Na verdade, seria um grande mal que deixássemos de recorrer à Igreja nessas horas, pois estaríamos nos descuidando do bem mais valioso que possuimos: a nossa própria alma.
Por isso, lembremo-nos também de buscar viver sempre em comunhão com o Senhor. Cumpramos os Seus mandamentos e recebamos com frequência os sacramentos da Penitência e da Eucaristia, fazendo isso por amor a nosso Deus e considerando que a morte pode chegar quando menos esperamos.
“Intérprete autêntico das afirmações da Sagrada Escritura e da Tradição, o Magistério da Igreja ensina que a morte entrou no mundo por causa do pecado do homem. Embora o homem tivesse uma natureza mortal, Deus o destinava a não morrer. A morte foi, portanto, contrária aos desígnios de Deus Criador” [1]. Porém, quando Se fez homem para a nossa salvação, o Verbo de Deus experimentou em Sua própria carne a realidade dolorosa da morte, a fim de mudar em bênção o que era condenação..
A partir da Cruz e Ressurreição de Nosso Senhor, portanto, tudo muda de figura. A morte não é mais a triste descida do ser humano à mansão dos mortos, mas a entrada na vida eterna. Muitos protestantes, ao interpretar as Escrituras individualmente, terminam acreditando que as almas depois da morte ficam inconscientes e caem numa espécie de “sono” inconsciente. Esquecem-se que Jesus prometeu o Céu ao bom ladrão no mesmo dia em que este morreu (cf. Lc 23, 43), e que “está determinado que os homens morram uma só vez e depois vem o julgamento” (Hb 9, 27).
A Igreja, em conformidade com o testemunho das Escrituras e com o ensinamento dos primeiros cristãos [2], lembra que, na verdade, a nossa alma parte para o encontro com Deus imediatamente após a nossa morte corporal. Por isso, nós devemos vivê-la compreendendo que um ciclo terreno termina e se inicia o tempo da glória, ao lado de Deus e de Sua corte celestial. “Eu sou a ressurreição e a vida”, disse Jesus. “Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11, 25-26).
Ainda que não estejam mais fisicamente conosco, todas as lições e momentos compartilhados com os nossos entes queridos vivem em nossos corações. Honremos sempre sua memória como um inestimável tesouro que nos acompanhará em nossa vida.
Mesmo que nos doa que alguém amado tenha partido e sintamos um vazio por sua perda, deve-se evitar cair em tristezas prolongadas. Primeiro, porque somos confortados pela esperança cristã de que quem creu e viveu no Senhor tem a vida eterna com Ele. Segundo, porque sabemos que quem se foi não gostaria de ver-nos assim. Se nos é difícil levantar-nos do luto, busquemos a ajuda de um sacerdote ou diretor espiritual para superar a dor. Será muito útil.
Também pode ser uma boa obra de caridade doar algumas (se não todas) roupas ou objetos que a pessoa usou a um abrigo ou casa de beneficência. Além de ser um sadio exercício de desapego, que nos pode ajudar a superar o luto causado pela perda, colocamos em prática a terceira obra de misericórdia temporal, que é “vestir os nus”.
Quando perdem alguém, as pessoas geralmente se refugiam na solidão, no silêncio e no pranto, podendo experimentar falta de apetite e estresse ou mesmo entrar em depressão.
Como cristãos, o nosso dever é acompanhar, aconselhar e ajudar aqueles que perderam os seus entes queridos, fazendo com que se recordem deles com alegria e incentivando-os a ver na morte não um fim, mas uma permanência no amor de Deus, que tem preparado um lugar para cada um de nós.
“Consolar os aflitos” também é uma obra de misericórdia, recomendada pelas próprias Escrituras: “Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram” (Rm 12, 15). Além disso, a solidariedade com quem sofre é um grande remédio para aliviar também as nossas dores. Quando nos voltamos às necessidades dos outros, somos capazes de ver a mão de Deus que levanta o próximo por meio de nós. Quem, como o bom samaritano (cf. Lc 10, 30-37), cuida das misérias alheias, tem suas próprias misérias pensadas por Nosso Senhor, que é o Bom Samaritano por excelência.
É possível que a pessoa falecida tenha deixado alguns bens que tocam aos filhos e parentes mais próximos. Tudo tem seu tempo apropriado e é lamentável ver famílias que, antes mesmo da morte da pessoa, brigam por causa de bens materiais; irmãos que, ao invés de se unirem, nem sequer conversam mais um com o outro, por conta de interesses.
Ante a tentação de acirrar os ânimos por causa de heranças terrenas, vale ter diante dos olhos a única herança imperecível, a qual – como ensina São Gregório Magno – “não diminui com o crescimento do número de herdeiros”. “Se ressuscitastes com Cristo – exorta São Paulo –, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus; cuidai das coisas do alto, não do que é da terra” (Cl 3, 1-2).
Algumas empresas, no afã de lucrar com a dor alheia, oferecem rituais funerários absolutamente incompatíveis com a fé cristã. São práticas como semear uma árvore com os restos mortais da pessoa, jogar as suas cinzas em um lago para perpetuar a sua memória, ou mesmo domesticar um animalzinho com o nome do parente falecido, relacionando-o com a crença na reencarnação.
O Catecismo da Igreja Católica é bem claro ao ensinar que não existe reencarnação:
“A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo de graça e misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último. Quando acabar a nossa vida sobre a terra, que é só uma, não voltaremos a outras vidas terrenas. ‘Os homens morrem uma só vez’ (Hb 9, 27). Não existe ‘reencarnação’ depois da morte.” [3]
Por isso, não é nada aconselhável, a quem perdeu os seus entes queridos, que saia à procura de “comunicações do além” em casas espíritas ou ambientes parecidos. A dor não nos pode fazer desviar de nossa fé! Nossa confiança deve estar sempre colocada em Deus e em Suas promessas. É a Sua graça que nos ajudará a continuar, não as falsas mensagens de doutrinas abertamente contrárias à doutrina de Cristo.
A maior obra de amor que podemos realizar por nossos entes queridos é oferecer orações por eles. Como diz Santa Teresinha do Menino Jesus, “pensar em uma pessoa que se ama é rezar por ela” [4].
No Brasil, há o piedoso costume de se honrar as almas dos falecidos com a conhecida “Missa de sétimo dia”. O Catecismo ensina que, “desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrifício eucarístico para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus” [5]. Por isso, não importa o quanto tempo tenha passado, é sempre recomendado oferecer muitas Missas pelas almas dos fiéis falecidos, além de Terços, jejuns e toda espécie de orações.
Também não se pode esquecer o motivo de todas essas práticas. Os católicos rezam por seus mortos porque acreditam na verdade do purgatório. A Igreja não é composta apenas pelos cristãos que vivem neste mundo (Igreja militante), mas está unida aos santos, no Céu (Igreja triunfante), e às almas que se purificam de seus pecados, no purgatório (Igreja padecente). Por essa união mística – que a Igreja chama de “comunhão dos santos” –, as nossas preces e súplicas pelos falecidos têm valor diante de Deus e fazem entrar no Céu aqueles que amamos e que partiram desta vida.
Um dia, será a nossa vez de nos juntarmos à corte celeste e às almas de nossos entes queridos. Por isso, estejamos sempre preparados para a nossa morte e para nosso encontro definitivo com Deus. É verdade que ninguém pode ter certeza absoluta da própria salvação [6]. Se, porém, vivermos uma vida de virtudes e de oração, ao fim de nossas existências poderemos dizer, com São Paulo: “Chegou o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Desde agora, está reservada para mim a coroa da justiça que o Senhor, o juiz justo, me dará naquele dia, não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação” (2 Tm 4, 6-8)”.

Você está no meio de uma conversa e a outra pessoa fala algo que você tem opinião diversa. Qual é a sua reação?
( ) justifica-se
( ) ouve e fica em silêncio
( ) não deixa o outro terminar de falar e já rebate.
( ) nda
Tenho percebido que tem se tornado um comportamento frequente as pessoas justificarem suas atitudes. E quando isso acontece, eu fico refletindo: se ela está correta, por que se justifica?
Se o que eu faço é correto, não precisa de justificativa. O próprio ato diz por si. É claro, que há certas situações que precisam ser mais esclarecidas. Mas, entenda, esclarecer não é se justificar.
E aí eu percebo que temos perdido tempo com muitas falas e pouca escuta. Quantas vezes paramos para realmente ouvir o que o outro tem a me dizer, especialmente, quando aquilo me contraria?
Será que eu preciso emitir opinião sobre tudo?
Quantas vezes eu exercito o silêncio em minha vida?
Essas perguntas é para provocar uma reflexão mesmo!
Para gente parar um pouco e avaliar melhor o que temos falado, afinal, a boca fala do que o coração está cheio.
Então, eu também vou parando por aqui, pois já “falei” demais.
Paz e bem.

Assisti junto com meu esposo esse filme: Chamas que não se apagam. Está disponível na Lumine TV. A história mostra uma família formada, em que o pai reencontra um amor de juventude. E aí se desenrola a história. Recomendo aos casais assistirem, pois nos revela muitos aprendizados, tais como: a gente se deixa levar por maus julgamentos, o perigo da rotina na vida do casal, entre outros. Fica a dica

Começou algo? Termine!
Não deixe para depois: organize-se.
A vida precisa de ordem: começo, meio e fim.

O que a pressa faz?
Ela é contrária a paciência
Não nos permite refletir
E , por isso, tantas vezes,
A pior escolha é feita sem sentir.
Se o homem compreendesse o valor de esperar
Aprenderia com o tempo que ainda não chegou
E contemplaria o que o dia de hoje lhe tem a ensinar.
Mas por que esperar se eu posso agir?
Por que aguardar se eu posso logo fazer?
É tão difícil entender que toda espera produz bons frutos, se bem vivida?
Então, enquanto espera, aguarde, ame e sirva.
Quantas vezes com insensatez eu agi
porque rapidamente não quis aguardar
E um fruto fora do tempo colhi
Não era tão doce quanto eu almejava experimentar.
Realmente, vale a pena esperar.

O que você faria se descobrisse que seu filho está doente? Uma doença tratável, mas que comprometerá o restante da vida dele para sempre.
Esse post do @defesadavida_al no instagram me fez refletir sobre esse assunto:
” Se você merece ou não o direito à vida não deve depender da sua genética. Não deve depender de absolutamente NADA. Todos temos direito a VIDA!’ Diferente” não significa ” Descartável.”
Fico pensando que temos nos inclinado a uma visão utilitarista do ser humano: se ele não for perfeito, ele não serve. Se não posso ter algum proveito, de que vale essa pessoa?
Será que valemos por aquilo que somos ou por aquilo que fazemos?
Uma vida humana merece ser descartada por ela ser diferente das outras?
Infelizmente, a resposta tem sido “sim” em alguns países, onde já não existem mais nascimentos de crianças por Síndrome de Down.
Conforme o site ACI digital, “segundo um relatório apresentado pela rede CBS, no início do ano 2000 foram introduzidos os exames de detecção pré-natais na Islândia e, desde então, a grande maioria das mulheres – cerca de 100% – que recebe a notícia de gerar em seu ventre um bebê com Síndrome de Down decide abortá-lo” (vide matéria completa https://www.acidigital.com/noticias/este-e-o-pais-onde-estao-a-ponto-de-exterminar-todos-os-bebes-com-sindrome-de-down-16953).
Fica esta simples reflexão: se você pudesse escolher: preferiria não nascer ou ser uma pessoa com características especiais? Eu gostaria de ter a oportunidade de nascer. Se você também tem essa escolha, por que retirar da criança do ventre a mesma escolha do nascimento?

Uma mãe cujo filho nasceu com Síndrome da Banda Amniótica (SBA), uma síndrome rara que inibe o crescimento dos membros no útero, diz que não fazer um abort0 foi a “ melhor decisão da vida ”.
A SBA é uma condição congênita rara em que bandas de tecido no interior da bolsa de fluido que rodeia o bebê no útero se entrelaçam em torno do corpo do bebê, causando lesão devido a redução do fluxo sanguíneo. Isso acontece quando há uma ruptura na bolsa interna e, geralmente, é detectado por ultrassom entre a 12ª e 18ª semanas de gestação. O tipo e a gravidade das lesões variam, mas geralmente afetam os braços e as pernas.
“Nunca pensei em encerrar” – (A gravidez – grifo nosso)
Rosie Higgs, 29, que trabalha como assistente de uma escola de crianças com necessidades especiais em Londres, soube da possibilidade da condição de seu filho durante a gravidez. Ela enfrentou dúvidas de amigos e familiares sobre se ela escolheria interromper a gravidez, mas “ nunca considerou ” fazê-lo.
Seu filho Henry nasceu em maio de 2020 sem pernas e com um braço e uma mão alada.(dedos juntos – grifo nosso). Higgs disse ao Teesside Live : “Quando o irmão de Henry o viu pela primeira vez, ele disse ‘Eca’ – mas não foi por causa de seus membros – foi por causa de seu cordão umbilical”.
Henry nasceu por cesariana no Northwick Park Hospital e, mais tarde, foi operado no Great Ormond Street Hospital para separar sua mão alada.
Higgs disse : “Quando me disseram que meu bebê teria apenas um braço – e nenhuma perna – fiquei muito preocupada e chateada”.
“Não havia dúvidas em minha mente a fim de que o estava mantendo – não importava o que eu fosse aconselhada. Ele é capaz de pegar as coisas sem problemas, o que é realmente surpreendente. Ele está progredindo muito bem ”.
”Henry está feliz, ele adora sentar em sua cadeira alta, mas temos que ter cuidado. Ele não pode usar andador de bebê porque não seria seguro para ele porque ele não tem os membros inferiores ”.
“Felizmente as parteiras foram absolutamente incríveis. Fiquei muito estressada durante a gravidez e quando Henry nasceu as parteiras perguntaram se eu queria vê-lo imediatamente porque estava nervosa ”.
O ultrassom só pode dizer muito. Foi um acúmulo e uma preocupação quando ele apareceu pela primeira vez, eu não sabia o que esperar ”.
“Quando [o pai de Henry] me passou meu filho, me apaixonei”.
“Ele é perfeito”
Trecho traduzido do site: https://righttolife.org.uk/news/mother-whose-son-was-born-with-one-arm-and-no-legs-says-not-having-abortion-was-best-decision-in-her-life