Meu filho está doente. E agora?

Esse é um breve relato da @rebecca.athayde sobre sua vivência com o Mateus.

“Se não vier com saúde o amaremos ainda mais”, disse @samiamarsili quando disseram a ela que o mais importante era que seu sétimo filho viesse com saúde.
Isso me lembrou a frase de @thomasgiulliano: “se é pra Deus mandar um filho com alguma deficiência para uma família que não irá cuidá-lo, que mande pra cá. Aqui ele estará bem vestido e alimentado. Entre um bebê ser esquartejado no útero de sua mãe só por ser doente e Deus mandá-lo para cá, que mande.” Pensei logo em Mateus, meu filho, na sugestão de abortá-lo, nos palpites familiares de que “esse tipo de criança dá muito trabalho” e “você é jovem para ter outro”. Olho para ele agora, tão perfeitinho aqui em meus braços, apesar de extremamente frágil após longos dias de UTI e cirurgias difíceis, e só consigo pensar na beleza que existe em cada alma, e que sempre valerá a pena lutar com todas as nossas forças por cada uma delas. Não sei se meu filho passará pela próxima cirurgia que fará em breve ou quanto tempo viverá (descobri que não se tem como saber a expectativa de vida de um bebê com hipoplasia, pois tudo ainda é recente). Claro que sofro com isso e rezo insistentemente pela misericórdia de Deus sobre ele. Mas, o que posso dizer é: eis-me aqui! Seja lá o que vier pela frente: eis-me aqui! Se forem mais 2, 3 ou 4 meses de UTI: eis-me aqui! Se tiver sequelas ou ficar perfeito: eis-me aqui! O objetivo de uma missão nunca é o bem estar dos missionários, mas o cumprimento da missão dada, disse @thiagoandradevieira_ . É só olharmos para os heróis que tanto admiramos. Eles se sacrificam pela missão e estão sempre dispostos a darem as suas vidas por ela. É doloroso, é sofrido, mas “não é sobre eles”. Cada terreno pedregoso das batalhas que nos são confiadas, escondem um manancial de misericórdia. Daí porque, se nosso olhar fosse mais ajustado ao que realmente importa, agradeceríamos cada batalha! O cristão é aquele que é capaz de olhar para o sofrimento e enxergar, ao invés de uma tragédia, a nossa eterna possibilidade de redenção. O que seria de mim sem as minhas batalhas e o que seria de você sem as suas?

Uma partilha de vida para ler e refletir.

Paz e bem

Dom Bosco e a confissão

Dentre os inúmeros fatos maravilhosos que se contam na história de D. Bosco destaca-se este: No Salesiano de Turim faziam-se os santos exercícios espirituais, e, todos os presentes, alunos e internos com a máxima seriedade, muito piedosos, rezavam com fervor e colhiam os frutos de suas preces para o bem de suas almas.

Enquanto esses cumpriam o seu piedoso dever, um jovem, refratário a toda e qualquer suplica e aos mais afetuosos cuidados de D. Bosco e dos demais superiores, teimou em não se querer confessar nem mesmo
naquela circunstância. Os bons Padres tinham feito todo o possível para convencê-lo, mas inutilmente. Ele repetia sempre: “Em qualquer outra ocasião, sim, mas agora não! Vou pensar nisso depois… Agora não sei tomar uma resolução”!

Com essa desculpa, chegou ao ultimo dia das cerimônias; D. Bosco, então recorreu a um estratagema. Escreveu numa folha de papel estas palavras: “… e se você morresse durante a noite?!…” e escondeu-a entre o lençol e o travesseiro do rapaz. Cai à noite: todos se vão deitar, e o nosso jovem, despreocupado, também se despe, mas eis que quando vai entrar na cama encontra a tal folha. Um oh! de espanto que ele não pode conter lhe sai dos lábios; pega no papel olha-o, vira-o e revira-o e, por fim, descobrindo que há nele qualquer coisa escrita, arregala os olhos e lê: “… e se você morresse durante a noite”… D. Bosco.

D. Bosco! Exclama ele; mas D. Bosco é um santo… Ele conhece o futuro… Talvez aconteça isso mesmo! E se eu morresse durante a noite? ‘ Mas eu não quero morrer, não: quero viver, quero viver e… Enquanto isso, para que os companheiros não reparem, ele se deita, cobre-se e cheio de coragem, tenta pegar no sono. Qual nada! Adormecer naquele estado? Com aquelas palavras que o atormentavam como se fossem espinhos agudos? É impossível! Ele vira e revira na cama, fecha os olhos com força, mas… tudo inútil; ouve sem cessar, cada vez mais vivo, cada vez mais forte, o som daquelas palavras; ele imagina, como se visse o inferno aberto e Jesus que o condena, e diz: “Pobre de mim! E se eu morresse mesmo?…” Um arrepio gelado corre-lhe pela espinha, ele sua frio…

— Ah, não — exclama, — eu não quero ir para o inferno, eu quero me confessar… Invoca a proteção de Maria Auxiliadora, do seu Anjo da Guarda e depois, decidido, veste-se, sai devagarzinho, desce a escada, atravessa corredores, sobe para o quarto de D. Bosco e bate na porta.

D. Bosco, que, como bom padre o esperava, abre a porta e:
— Quem é você?… A estas horas?… O que é que você quer?
— Oh! D. Bosco, eu quero confessar-me!
— À vontade! se você soubesse com que ansiedade eu o esperei!
Introduzido na antecâmara, o rapaz cai de joelhos e, depois de feita a confissão, com o perdão de Jesus volta feliz e tranqüilo para a cama. E já não tem medo! O pensamento da morte já não o assusta e ele diz: “Como estou contente! Mesmo que eu tenha que morrer que importa se eu recuperei a graça, se eu tornei a ser amigo de Jesus”!
Adormece serenamente e sonha… vê o céu aberto, os Anjos jubilosos que voam levíssimos, entoando os cânticos mais lindos, os mais belos hinos!
Que rapaz de sorte!

E você? Quando foi a última vez que se confessou?

Paz e bem

Esta história foi retirada do Livro Confessai-vos bem do Pe. LUIZ CHIAVARINO.

A quem podemos chamar de amigos?

Uma amizade pressupõe confiança e leadade.

Em um mundo passageiro, a amizade nos faz tocar na eternidade.

Um amigo é :

Um tesouro, pois é raro de se encontrar;

Um remédio: suas palavras, ora doces, ora amargas, curam o nosso coração;

Uma seta que aponta o céu, pois quem une os amigos é Deus;

Um refúgio, onde eu posso ser eu mesmo (a). E posso recorrer sempre que precisar, pois quem tem um amigo, não passa necessidade.

Não deve ser um título dado a qualquer pessoa.

Um amigo está presente em todos os momentos: sejam bons ou não.

E se preciso for, o amigo é capaz de dar sua própria vida pelo outro amigo, porque o amor que traz em si é generoso para tal ato.

Bendito seja Deus pelos amigos!

Paz e bem!

Como você reage quando é contrariado?

Você está no meio de uma conversa e a outra pessoa fala algo que você tem opinião diversa. Qual é a sua reação?

( ) justifica-se

( ) ouve e fica em silêncio

( ) não deixa o outro terminar de falar e já rebate.

( ) nda

Tenho percebido que tem se tornado um comportamento frequente as pessoas justificarem suas atitudes. E quando isso acontece, eu fico refletindo: se ela está correta, por que se justifica?

Se o que eu faço é correto, não precisa de justificativa. O próprio ato diz por si. É claro, que há certas situações que precisam ser mais esclarecidas. Mas, entenda, esclarecer não é se justificar.

E aí eu percebo que temos perdido tempo com muitas falas e pouca escuta. Quantas vezes paramos para realmente ouvir o que o outro tem a me dizer, especialmente, quando aquilo me contraria?

Será que eu preciso emitir opinião sobre tudo?

Quantas vezes eu exercito o silêncio em minha vida?

Essas perguntas é para provocar uma reflexão mesmo!

Para gente parar um pouco e avaliar melhor o que temos falado, afinal, a boca fala do que o coração está cheio.

Então, eu também vou parando por aqui, pois já “falei” demais.

Paz e bem.

Para que tanta pressa?

O que a pressa faz?
Ela é contrária a paciência
Não nos permite refletir
E , por isso, tantas vezes,
A pior escolha é feita sem sentir.

Se o homem compreendesse o valor de esperar
Aprenderia com o tempo que ainda não chegou
E contemplaria o que o dia de hoje lhe tem a ensinar.

Mas por que esperar se eu posso agir?
Por que aguardar se eu posso logo fazer?
É tão difícil entender que toda espera produz bons frutos, se bem vivida?
Então, enquanto espera, aguarde, ame e sirva.

Quantas vezes com insensatez eu agi
porque rapidamente não quis aguardar
E um fruto fora do tempo colhi
Não era tão doce quanto eu almejava experimentar.

Realmente, vale a pena esperar.

Meu filho está doente e daí? Vou descartá-lo por isso?

O que você faria se descobrisse que seu filho está doente? Uma doença tratável, mas que comprometerá o restante da vida dele para sempre.

Esse post do @defesadavida_al no instagram me fez refletir sobre esse assunto:
” Se você merece ou não o direito à vida não deve depender da sua genética. Não deve depender de absolutamente NADA. Todos temos direito a VIDA!’ Diferente” não significa ” Descartável.”

Fico pensando que temos nos inclinado a uma visão utilitarista do ser humano: se ele não for perfeito, ele não serve. Se não posso ter algum proveito, de que vale essa pessoa?

Será que valemos por aquilo que somos ou por aquilo que fazemos?

Uma vida humana merece ser descartada por ela ser diferente das outras?

Infelizmente, a resposta tem sido “sim” em alguns países, onde já não existem mais nascimentos de crianças por Síndrome de Down.

Conforme o site ACI digital, “segundo um relatório apresentado pela rede CBS, no início do ano 2000 foram introduzidos os exames de detecção pré-natais na Islândia e, desde então, a grande maioria das mulheres – cerca de 100% – que recebe a notícia de gerar em seu ventre um bebê com Síndrome de Down decide abortá-lo” (vide matéria completa https://www.acidigital.com/noticias/este-e-o-pais-onde-estao-a-ponto-de-exterminar-todos-os-bebes-com-sindrome-de-down-16953).

Fica esta simples reflexão: se você pudesse escolher: preferiria não nascer ou ser uma pessoa com características especiais? Eu gostaria de ter a oportunidade de nascer. Se você também tem essa escolha, por que retirar da criança do ventre a mesma escolha do nascimento?

Refletindo sobre o Belo

Por que valorizar o que é belo? O belo nos faz olhar para a perfeição como Deus fez todas as coisas. E, contemplando as criaturas, olhamos para o Criador e ficamos maravilhados, porque Ele é perfeito. E aí compreendemos que, embora imperfeitos, precisamos lutar contra as nossas misérias. É claro que isso não é feito de uma vez só. Mas, se não olharmos para nós e buscarmos corrigir as pequenas faltas, como iremos nos converter?
Então, pare um pouco, contemple a perfeição de Deus. Depois, olhe para sí: veja com que grande amor Deus lhe ama, apesar de suas faltas. E escolha uma delas e lute contra ela.
Uma ótima semana! Paz e bem

Quanto tempo fico nas redes sociais?

No início deste ano, eu me fiz esta pergunta. E qual foi a minha surpresa quando descobri que eu gastava mais de 1 hora do meu dia com as mídias da internet.
E eu comecei a refletir o que eu poderia fazer com essa hora, se eu fizesse outra coisa? Só tinha um jeito de descobrir: resolvi cancelar minha conta pessoal no facebook e no instagram. E também saí do zap.
Aqui é preciso entender: não sou contra nenhuma dessas mídias, tanto que utilizo o instagram do @bodystalk para me colocar disponível a alguma família que passe por esta enfermidade com seu filho.
A reflexão que eu fiz foi: como ser uma pessoa melhor, como as minhas atitudes poderiam crescer em qualidade? E a minha primeira ação seria aprender a aproveitar melhor meu tempo.
á se passaram 5 meses desta decisão. Partilho com vocês alguns frutos:

  • passei a ler mais livros;
  • passei a dar mais atenção a meu esposo e a minha casa;
  • meu sono melhorou;
  • iniciei cursos para conhecer melhor a doutrina católica e também me inscrevi no curso Escola da Família, para melhorar como esposa e para aprender mais sobre a educação dos filhos
  • e tive mais tempo para oração.

Algo que me mostra se a atitude que tomei foi a correta são os frutos. E olha alguns deles aí.
Conhecemos a árvore pelos frutos. Uma árvore boa dá bons frutos, assim nos ensina o Evangelho. Eu sei das muitas misérias que existem em mim, mas peço a Deus que me ensine a ser melhor a cada dia. O mérito e a graça são Dele; a mim, cabe o esforço e o trabalho.

Perfeita alegria

Vindo São Francisco certa vez de Perusa para Santa Maria dos Anjos com frei Leão, em tempo do inverno e atormentado pelo fortíssimo frio, frei Leão pediu-lhe:
Pai, peço-te, da parte de Deus, que me digas onde está a perfeita alegria.
E São Francisco assim lhe respondeu:
Quando chegarmos a Santa Maria dos Anjos, inteiramente molhados pela chuva e transidos de frio, cheios de lama e aflitos de fome, e batermos à porta do convento, e o porteiro chegar irritado e disser:
‒ Quem são vocês?
E nós dissermos:
‒ Somos dois dos vossos irmãos, e ele disser:
‒ Não dizem a verdade; são dois vagabundos que andam enganando o mundo e roubando as esmolas dos pobres; fora daqui!
E não nos abrir e deixar-nos estar ao tempo, à neve e à chuva, com frio e fome até à noite: então, se suportarmos tal injúria e tal crueldade, tantos maus tratos, prazenteiramente, sem nos perturbarmos e sem murmurarmos contra ele (…) escreve que nisso está a perfeita alegria.

E se ainda, constrangidos pela fome e pelo frio e pela noite batermos mais e chamarmos e pedirmos pelo amor de Deus com muitas lágrimas que nos abra a porta e nos deixe entrar, e se ele mais escandalizado disser:
‒ Vagabundos importunos, pagar-lhes-ei como merecem.
E sair com um bastão nodoso e nos agarrar pelo capuz e nos atirar ao chão e nos arrastar pela neve e nos bater com o pau de nó em nó:
Se nós suportarmos todas estas coisas pacientemente e com alegria, pensando nos sofrimentos de Cristo bendito, as quais devemos suportar por seu amor:
Ó irmão Leão, escreve que aí e nisso está a perfeita alegria, e ouve, pois, a conclusão, irmão Leão.Acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais Cristo concede aos amigos, está o de vencer-se a si mesmo, e, voluntariamente, pelo amor, suportar trabalhos, injúrias, opróbrios e desprezos.