Desde 2013, realizamos um trabalho junto ao lar de idoso Crevin, buscando contribuir com eles, por meio de doações em mistura (carne, frango, calabresa, entre outros).
Queremos agradecer a todos os benfeitores que ajudam neste projeto.
Com a pandemia, as visitas foram suspensas. Mas a ajuda permaneceu. E em 2021, já foram doados 590 kg, de janeiro a julho.
Muitíssimo obrigada. Deus possa dar a cada um em dobro.
Ao longo dessa caminhada da gestação do Francisquinho, Deus nos presenteou com amigos que foram verdadeiros “anjos” em nossa vida. Seria muito injusto nomear alguns, pois há muitos que nos ajudaram e nós temos conhecimento da sua ajuda. Eles carregaram conosco a cruz da enfermidade do Francisquinho e nos ajudaram a permanecer firmes. Nosso muito obrigada a cada um. Há também aqueles que só saberemos no céu. Pois, recebíamos as notícias que muitos estavam em oração por nós. Nossa gratidão a todos.
É tão bonito perceber que na dificuldade não estamos sozinhos. Nesses momentos, reconhecemos os verdadeiros amigos; aqueles que trazem o bálsamo para as nossas dores. Como eu e o André resolvemos viver essa caminhada, compartilhando com aqueles mais próximos, percebemos que Deus nos convidava a dar um passo além. Não só compartilhar com esses próximos, mas com todos aqueles que o nosso coração fosse aberto para uma partilha.
E aqui nos vivenciamos novamente o agir sem entender. E partilhas passaram a surgir com pessoas que , à princípio, não seriam nossas escolhas. Mas, ao dividir com elas o que vivíamos com o Francisquinho, aprendíamos ainda mais a lidar com essa situação. Realmente, na vida, não há regras ou padrões. Precisamos ter um norte, no entanto, ele deve ser flexível às moções do Espírito Santo que habita em nós.
Ao partilharmos sobre a experiência com o Francisquinho, permitíamos que as pessoas entrassem em nossa vida, saboreassem o que vivíamos. Em uma dessas visitas, uma vizinha nossa, que não sabia da situação, veio nos visitar. Havia comprado um presentinho para o Francisquinho e veio pessoalmente nos entregar. Ela nos trouxe uma toalha com sabonetes. A visita não se restringiu a entrega dos presentes. Dona Josefina partilhou conosco uma Palavra (1 Samuel 1) que ela havia tirado em oração. De forma humilde, que ao relembrar esse fato, eu me edifico com a atitude dela, perguntou-nos se poderia ler a Palavra que havia tirado para nós. E, sem pestanejar, respondemos que sim.
Ela abriu as Sagradas Escrituras. Ao ler o capítulo de Samuel, eu me recordei que essa Palavra já tinha sido dada a mim há 7 anos atrás (2011), como sinal de que Deus cumpriria sua vontade na minha vida quanto ao meu estado de vida. Então, ao ouvir a partilha da Dona Josefina, em meio a lágrimas, eu disse a ela que aquela Palavra possuía um significado muito grande em minha história. E não era à toa que Deus a trazia novamente. Em meio a dor , Deus trazia a esperança por meio de uma senhora que desconhecia totalmente a situação. E, para deixar registrado, não partilhamos com ela sobre o que vivíamos. Eu e o André acolhemos a Palavra e fizemos dela nossa oração para aquele dia.
Um detalhe especial quero registrar: receber a toalha teve um significado também especial. Eu e o André havíamos decidido comprar o enxoval do Francisquinho, pois passamos a ver a situação da seguinte forma: nada nos impede de clamarmos um milagre. Já tínhamos o fato de que estávamos diante de uma doença letal. Mas, nós acreditávamos que, se fosse da vontade do Senhor, um milagre poderia ocorrer. Uma de nossas madrinhas de casamento – Mavi – até nos recordou: “se vocês estão clamando o milagre, precisam providenciar o necessário ao Francisquinho. Não se clama a chuva sem providenciar o guarda-chuva.” Até então, ele só tinha poucas roupinhas que havia recebido logo no início da gravidez. Eu já estava no 7° mês. E assim, fizemos: fomos às compras, embora a situação do Francisquinho permanecesse igual.
Tivemos a moção de comprar o básico para o Francisquinho. Independente dele estar enfermo, havia em nosso coração o desejo de possuir em nossas vidas e dos nossos filhos o necessário. E, no meio as compras, deparamo-nos com duas toalhas. Nesse dia, estava com a minha mãe. Optamos pela toalha com o mesmo tecido da fralda. Confesso que eu havia ficado de olho na toalha de algodão. Mas não a comprei. Então, imagine a minha surpresa, ao abrir o presente da Dona Josefina, e ver ali a toalha de algodão, acompanhada com 2 sabonetes. Como Dona Josefina mesmo disse: “Para o presente ser completo, recebam os sabonetes”. Que gentileza. Que exemplo! Sinceramente, foi um dos melhores presentes que recebemos nessa fase.
Agora a cereja do bolo: não pense que a história acabou. Junto ao presentinho, Dona Josefina colocou um cartão. Vejam ele abaixo.
Dona Josefina contou-nos que, ao escrever o cartão, veio em seu coração não colocar o meu nome e do André, mas sim o do Francisco, com o vocativo “filho da promessa de Deus”. E, realmente, Francisquinho era o cumprimento da promessa. A Palavra trazida por ela era a confirmação disso. Deus ali nos visitava mais uma vez e nosso coração tinha naquele dia mais um motivo para agradecer e louvar ao Senhor pela vida do Francisquinho e por toda experiência que tínhamos vivenciado com nosso pequeno milagre.
Muito obrigada Dona Josefina por ter sido um instrumento de Deus tão concreto em nossa vida. A senhora, seu esposo, foram um grande testemunho da providência divina em nossa vida. E, juntamente a eles, estendemos a todos que nos ajudaram em nossa caminhada, com boas palavras, com presença em nossa casa, com tantas orações, nesse tempo que vivenciamos. Gratidão, paz e bem. Vocês fizeram a nossa vida MUITO melhor.
Essa música foi a mencionada acima, uma visita de Deus em meio a um momento de dor. Composição Mariana Blauth e Érica Almeida