As flores e eu

Desde que Francisquinho faleceu, eu aprendi a contemplar nas flores a criação de Deus.

Com elas, aprendo a perceber que cada uma tem suas necessidades. Isso me faz perceber as diferenças entre cada pessoa. Não somos iguais: Deus nos fez com particularidades. Cada um tem sua beleza, sua cor, seu perfume, assim como as flores.

Nem sempre acerto no cultivo: já fiz algumas flores morrerem. Assim também percebo que os meus pecados ofendem e até podem matar as pessoas ao meu redor e também a minha alma.

Ah, tenho aprendido com as flores a ter paciência: elas não florescem quando eu quero, mas no tempo certo. E na vida, também acontece assim: acontece na hora certa o que precisa acontecer.

Agora, tem sido um novo aprendizado: transplantei elas para vasos de barro: aqui em Brasília é muito seco e percebi que algumas delas gostavam de ficar com a temperatura mais frescas.

Isso são simples observações feitas a partir da contemplação daquilo que Deus criou.

Agradeço ao meu filho, que hoje está no céu, que me ajudou a perceber a beleza das flores e dos homens.