Dia dos avós e avôs

São Joaquim e Santa Ana

Costumam dizer que os avós são os pais adocicados. Eu confesso que tive apenas a oportunidade de conhecer minha avó paterna. E ela representou, realmente, a docilidade do céu.

Não há qualquer memória que eu tenha da minha vozinha, que não envolva cuidado e amor.

Sempre disposta a cuidar dos netos, a fazer doces maravilhosos (quando fecho os olhos, me recordo, em particular, do de banana), a fazer pipoca para eu levar de lanche. Vovó era assim: acordava cedo.

Tinha o dom para cozinhar. Não havia quem não gostasse da sua comida. Era capaz de transformar um omelete em um manjar.

Por onde ia, fazia questão de fazer uma hortinha. Plantava de tudo: amoreira, pé de cana, capim santo. Por onde passava, ali tinha uma pequena plantação feita por ela.

Tenho muita gratidão a ela! Ela veio a falecer no ano de 2007.

Deixou uma saudade, que só findará no céu.

Nunca me esqueço de um conselho que ela me deu, durante uma discussão com o meu pai: “Não liga para o que o seu pai diz, minha filha. Deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro. Hoje ele não está bem”. Na simplicidade dessa frase, ela me ensinou a perdoar e a não remoer o mal.

Obrigada, Senhor, pela vida da minha vó que eu conheci nesta terra.

Aos outros avós, também rezarei por eles. Não os conheci pessoalmente, mas a sua história também marcou a minha.

Bendito seja Deus pelos avós! Bendito seja Deus pela família.

Paz e bem.

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